segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Canideos - Parte 01

Canideos


Os canídeos (latim científico: Canidae) constituem uma família de mamíferos digitígrados, da ordem dos carnívoros, que inclui o cachorro, o Lobo, o Coiote, o Chacal, o Mabeco, e a Raposa entre outros. Esta família é por vezes dividida em duas tribos: Canini e Vulpini.
Os canídeos têm uma cauda longa e dentes molares adaptados para esmagar ossos. Têm quatro ou cinco dedos nas patas dianteiras, quatro nas patas traseiras, e garras não retráteis adaptadas para tração em corrida. O tamanho é variável, bem como os hábitos sociais que podem ser gregários, como o lobo e o cachorro-vinagre, ou solitários como os coiotes e raposas. Os sentidos da audição e olfato são mais importantes que a visão. Os canídeos são predadores mas podem também ter alimentação omnívora, se as condições ambientais assim o exigirem. Apesar de serem bons corredores, não são velozes como as chitas, por exemplo, e caçam as presas por corridas de resistência.
O grupo tem distribuição por todo o globo exceto na Antártida e ilhas oceânicas. Os canídeos que vivem nas ilhas do Oceano Pacífico foram introduzidos pelo Homem durante a colonização dos vários arquipélagos.
Os canídeos surgiram no Eocénico superior na América do Norte, a partir do extinto grupo Miacidae, e espalharam-se pela Ásia e Europa, e daí para África, através do Estreito de Bering no Miocénico superior.

Raposas

Raposa-Vermelha

A raposa-vermelha (Vulpes vulpes) é um mamífero, carnívoro, de médio porte, com os pelos geralmente castanho-avermelhados, (nos filhotes essa pelagem é castanho-escura, e só depois dos primeiros 6 meses de vida sua coloração se torna igual a dos adultos). É também um dos carnívoros com mais distribuição pelo mundo. Tem hábitos noturnos e crepusculares (exceto em lugares de pouca movimentação podendo ser vista durante o dia), come em média 500g de comida todos os dias, caça geralmente animais pequenos como coelhos e lebres, mas seu cardápio pode se estender à roedores, aves, insetos, peixes, ovos, e frutos, tem cerca de 20 esconderijos para comida podendo se lembrar de todos eles, em caso de necessidade esse animal pode se alimentar de restos de comida humana e animais mortos, tudo isso devido à sua grande capacidade de adaptação. Nos EUA é conhecida por ser "ladra de galinheiros".

As raposas-vermelhas acasalam entre dezembro e fevereiro, sua gestação dura pouco menos de dois meses (52 à 53 dias), a fêmea tem entre 4 e 5 crias uma vez por ano, ambos (pai e mãe) cuidam de seus filhotes, e mesmo depois do desmame eles só se tornam independentes no outono após seu nascimento. As raposas-vermelhas vivem em média 9 anos.
A raposa-vermelha vive em grupos formados em sua maioria por um macho adulto e várias fêmeas, vivem em tocas protegidas pela vegetação, sendo estas construídas por elas mesmas ou aproveitadas de antigas tocas de coelhos e texugos. Essas raposas tem um tamanho variado de 90 cm a 1,38 m de comprimento, os machos têm entre 6 e 10 kg e as fêmeas de 4 a 8 kg, tem orelhas pontudas e pretas atrás, focinho fino, cauda espessa, olhos triangulares e pequenos, e patas ovais com garras não retráteis.

Ficheiro:Vulpes vulpes sitting.jpg


Raposa-do-Cabo

A raposa-do-Cabo (Vulpes chama) é uma pequena raposa, seu pêlo é preto ou prateado, com os lados e a parte de baixo amarelo claro. A ponta de sua cauda é sempre preta. As raposas-do-Cabo medem de 45 a 61 cm de comprimento, não incluindo a cauda de 30 a 40 cm. Têm de 28 a 33 cm de altura no ombro, e pesam geralmente 3,6 a 5 kg.
É encontrada na África do Sul, do Zimbábue a Angola. Prefere as savanas abertas e as regiões semi-áridas do sudoeste da África, de Zimbábue ao sul da província do Cabo.
É noturna, encontra-se sozinha ou em pares, nas savanas e nos estepes.
Como a maioria das raposas, é onívora, preferindo mamíferos pequenos, répteis, e cadáveres, mas come também insetos e frutas.
Ao contrário da raposa-vermelha, acasala o ano inteiro, sem um período de reprodução específico. A gestação dura 51-53 dias, com uma média de tamanho de 3 a 6. É desmamado após 6-8 semanas e tornam-se adultos em aproximadamente um ano. Têm um peso médio em um nascimento de 50 a 100 gramas. Alcança a maturidade sexual em nove meses, com uma extensão de vida prevista de 10 anos.

Vulpes chama (Cape fox)


Raposa-das-Estepes

A raposa-das-estepes (Vulpes corsac) é uma das raposas genuínas da Tribo Vulpini. Têm o pêlo cinza e avermelhado.
Vivem Mongólia na Ásia central e oriental, principalmente em áreas de estepe ou em meios de desertos.
A coloração dos pelos vai de cinza a cinza-avermelhado, com tons de prata, e branco sob o queixo. O comprimento da cabeça e do corpo vai de 50 a 60 cm, e o comprimento da cauda, de 22 a 35 cm. Suas costas são intensamente cinza-avermelhadas. Comparada com outras raposas, ela tem dentes pequenos e crânio largo. A ponta da cauda é preta. A raposa-das-estepes também é capaz de subir em árvores.
Alimenta-se de mamíferos pequenos, pássaros, insetos, além, do alimento vegetal.



Raposa-do-Himalaia

A raposa-do-himalaia (Vulpes ferrilata) é uma espécie de raposa endêmica que habita o planalto tibetano, no Nepal, China, Índia em altitudes até cerca de 5300 metros. É algumas vezes referida como raposa-tibetana ou, simplesmente, raposa da areia, mas esta terminologia é confusa porque a raposa-das-estepes (Vulpes corsac), que vive em ambientes áridos no norte e no oeste do planalto tibetano é muitas vezes chamada de raposa da areia também.
A raposa-do-himalaia é uma das menores espécies de raposa. Tem pelos macios e grossos, que a protege dos ventos das montanhas altas, com um sub pelo denso que varia de marrom a amarelo enferrujado na sua coloração, o pelo nos flancos superiores é oxidado, enquanto o dos flancos inferiores e uropígio são de cor cinza, por vezes, produzindo a ilusão de uma linha ao longo do flanco do animal, os pelos da parte inferior da sua juba, assim como seu pescoço, tórax e região abdominal são brancos, também há pequenas manchas pretas sobre os ombros, a ponta da cauda é branca. Raposas-do-himalaia adultas têm de 60 a 70 centímetros da cabeça ao corpo, (os filhotes são um pouco menores), o comprimento da cauda é de 29 a 40 centímetros. O peso dos adultos varia entre 4 e 5,5 kg. A raposa-do-himalaia tem um rosto que parece quadrado, o que é uma ilusão criada por sua grande juba. O cariótipo da raposa-do himalaia é composto de 36 cromossomos.



Raposa-Afegã

A raposa afegã é uma pequena raposa encontrada em certas regiões do Oriente Médio.
A raposa afegã habita regiões semi-áridas, estepes e montanhas do Afeganistão, Egito, Turquestão, nordeste do Irã, sudoeste do Paquistão, Palestina eIsrael, mas também pode habitar a península Arábica, como um exemplar que foi capturado em Dhofar, Omã, em 1984.
Como todas as raposas que habitam desertos, a raposa afegã tem orelhas grandes, o que lhe permite dissipar o calor. No entanto, ao contrário de outras raposas do deserto, não tem patas cobertas de pêlos, o que ajudaria a proteger as patas da areia quente. O comprimento de sua cauda é quase igual ao comprimento de seu corpo. Sua pelagem é castanho-claro, com a parte inferior branca, e a ponta da cauda preta. Mede em média 30 cm no ombro, com o comprimento do corpo, incluindo a cabeça medindo 42 centímetros, o comprimento da cauda medindo 30 centímetros. Seu peso varia entre 1,5 e 3 quilos.
Seu período de acasalamento vai de dezembro a janeiro. O período de gestação dura entre 50 e 60 dias, nascendo de 1 a 3 filhotes, que atingem a maturidade sexual entre 8 e 12 meses de idade. Chegam a viver até 10 anos, embora a expectativa de vida média seja de 4 a 5 anos.
São onívoros, e comem frutas em maior quantidade do que outras raposas, além disso, também comem insetos.



Raposa-Orelhuda

A raposa-orelhuda (Vulpes velox) é uma pequena raposa encontrada nos campos gramados ocidentais da América do Norte, como Colorado, Novo México e Texas. Também vivem em Manitoba, Saskatchewan e Alberta, no Canadá.




Feneco

Os fenecos ou raposas-do-deserto (Vulpes zerda, anteriormente Fennecus zerda) são pequenas raposas, sendo, portanto animais da ordem Carnívora e da família dos canídeos. A respeito do gênero, alguns biólogos afirmam que tais animais constituem a única espécie de raposas do gênero Fennecus, muito embora outros afirmem que são apenas mais uma espécie do gênero Vulpes, tal como apontado na taxocaixa lateral. Seu habitat são as regiões desérticas, semidesérticas e montanhosas do Norte de África e da Península Arábica.
O feneco é um animal de pequenas dimensões, apesar de ter orelhas de cerca de 15 cm, para perder facilmente calor. O feneco é o menor dos canídeos existentes. O peso máximo que chega a atingir 1,5 kg. Chega a medir 20 cm de altura e 40 de comprimento. A cauda pode medir até 15 cm e o seu pelo tem cor de areia para ajudá-lo a se esconder no deserto. Outra utilidade de seu pelo é ajudar o feneco a refletir os raios de sol durante o dia e conservar o calor durante a noite. Além disto, os dedos das patas são protegidos do calor da areia por uma camada de pelos.
O feneco é um animal de hábitos noturnos. Durante a noite, caça pequenos roedores, insetos (como, por exemplo, gafanhotos), lagartos, pequenas aves eovos, além de algumas plantas. A comida no deserto é rara e, por isso, quase todas as formas de vida do deserto servem de alimento para o feneco, salvo quando se trata de um animal mais forte que ele. O feneco é, atualmente, também um animal de estimação. Em alguns países, é permitida a sua criação em cativeiro.



Raposa-do-Ártico

A raposa-do-ártico (AO 1945: raposa-do-árctico; Alopex lagopus), também conhecida por raposa-polar, é uma raposa de pequenas dimensões existente no Hemisfério Norte. Apesar de alguns classificadores a terem colocado no gênero Vulpes, este animal de há muito é considerado como único membro do gênero Alopex.
Tem 50 cm a 1 metro de comprimento e,até os ombros, tem 28 cm de altura. Pesa de 2,5 a 7 kg. vive de 3 a 10 anos. A pelagem da raposa varia conforme a estação do ano, sendo branca no Inverno e castanha-parda no Verão. A camada de pêlo externo da raposa cobre o denso, espesso e muito quente pêlo de baixo. Tem pequenas orelhas revestidas de pêlo que ajudam a reter o calor. As patas são relativamente grandes para evitar que ela afunde na neve fofa e têm pêlo lanudo nas patas que funciona como antiderrapante e confere isolamento. A cauda é pequena, espessa e densa, medindo 30 cm.
As raposas do ártico cobrem vastas distâncias algumas mais de 2.300 km todos os anos procurando comida. Acasalam com o mesmo par toda a vida e enquanto estão procriando, partilham o território com outros casais, geralmente construindo a toca em uma zona abrigada e sem gelo ou entre pedras. Essas tocas são complexas na sua construção, chegando a atingir 250 entradas. Algumas têm utilização contínua ao longo da mais de 300 anos. A raposa usa a toca como esconderijo para o mau tempo, despensa para armazenar comida que sobra, abrigo para as crias ou para a fuga de predadores, mas não hiberna nela. Quando o tempo está muito ruim, escava uma cova na neve, enrosca-se e enrola a cauda à volta dos pés e pernas para se aquecer.
As raposas do ártico caçam lemingues, ratos e outros pequenos mamíferos. Também apanham caranguejos e peixes na costa, bem como aves marinhas e seus ovos. A carne putrefata é uma parte importante da sua dieta; elas seguem os ursos-polares para se banquetearem com os restos das suas matanças de focas. As raposas do ártico também comem bagas. Em épocas de fartura, armazenam as sobras de carne em suas tocas, alinhando ordenadamente aves sem cabeça ou cadáveres de mamíferos. Essas reservas são consumidas nos meses de inverno.



Raposa-Cinzenta

A raposa-cinzenta (Urocyon cinereoargenteus) é uma espécie de raposa que habita um território compreendido deste a região sul do Canadá, passando por vários estados da América, ao Norte da Venezuela e Colômbia. Esta espécie e o seu parente próxima raposa-das-ilhas são os únicos animais ainda existentes do gênero Urocyon, que é considerado um dos gêneros de canídeos mais antigos.
A raposa cinzenta é o único da família dos canídeos que possui a capacidade de escalar árvores. Suas garras poderosas e curvas permitem que ela escale árvores para fugir de predadores ou para apanhar frutas ou aves. Ela desce saltando de galho em galho. É um animal noturno, esconde-se durante o dia em buracos de árvores, troncos ou esconderijos de marmotas abandonados. Presume-se que seja monógama.



Raposa-das-Ilhas

A raposa-das-ilhas (Urocyon littoralis) é a menor raposa da América, nativa de seis das oito ilhas do arquipélago da Califórnia. Existem seis subespécies, cada uma pertencente a uma só ilha.
A raposa-das-ilhas é menor que a raposa-cinzenta e pouco menor que um gato, sendo a segunda menor espécie de raposa, a seguir ao feneco. Tipicamente, o comprimento cabeça-corpo ronda os 48-50 cm, a altura na região do ombro é de 12-15 cm³ e a cauda tem entre 11-29 cm, mais curta, portanto que a cauda da raposa-cinzenta. A raposa-das-ilhas pesa entre 1,3 e 2,8 kg. O macho é maior que a fêmea. A maior das subespécies ocorre na Ilha de Santa Catalina e a menor na Ilha de Santa Cruz.
A raposa-das-ilhas possui pêlo cinzento na cabeça e os flancos são avermelhados. Tem pêlo branco na região ventrel, garganta e metade inferior da face. A cauda apresenta uma listra preta na superfície dorsal. A raposa-das-ilhas muda o pêlo uma vez por ano, entre Agosto e Novembro. Antes da primeira mudança de pêlo, as crias são lanosas e têm geralmente uma aparência mais escura que os adultos.



Raposa-de-Cozumel

A raposa-de-cozumel (Urocyon sp. nov.) é uma espécie de raposa que está em perigo crítico de extinção ou possivelmente extinta. É (ou era há algum tempo) encontrada na ilha de Cozumel, no México. A Raposa-de-Cozumel, que não foi descrita cientificamente até o momento, é similar à Raposa-das-ilhas, mas ligeiramente maior. Esteve habitando a ilha de Cozumel há no mínimo 5000 ou 13000 anos, e provavelmente por mais tempo.




Otócion

O otócion (Otocyon megalotis) é um mamífero canídeo da África. Tem em média 65 cm de comprimento e pesa cerca de 3 ou 4 quilos.
As orelhas do otócion se assemelham a dos morcegos, algo que é bastante peculiar. Outra característica é o número de dentes em sua boca, alguns otócions têm até 48 dentes, e o seu tamanho, muito menor que nos outros canídeos, numa adaptação a uma alimentação insetívoro.



Lobo-Cinzento

Lobo ou lobo-cinzento (Canis lupus) é o maior membro selvagem da família canidae. É um sobrevivente da Era do Gelo originário durante o Pleistoceno Superior, cerca de 300 mil anos atrás. O seqüenciamento de DNA e estudos genéticos reafirmam que o lobo cinzento tem uma ancestralidade comum com o cão doméstico (Canis lupus familiaris). Apesar de alguns aspectos desta afirmação ter sido questionado recentemente. Uma série de outras subespécies do lobo cinzento foram identificadas, embora o número real de subespécies ainda esteja em discussão. Os lobos cinzentos são tipicamente ápice predadores nos ecossistemas que ocupam. Embora não seja tão adaptável a presença humana como as espécies de canídeos mais generalistas, os lobos tem se desenvolvido em florestas temperadas, desertos, montanhas, tundras, taigas, campos e até mesmo em algumas áreas urbanas. O lobo-cinzento, o lobo-vermelho (Canis rufus) e o lobo da Etiópia (Canis simensis) são as três espécies oficiais de lobos, os demais são considerados subespécies. 



Lobo-Ibérico

O lobo-ibérico (Canis lupus signatus) é uma subespécie do lobo-cinzento que ocorre na Península Ibérica. Outrora muito abundante, sua população atual deve rondar os 2000 indivíduos, dos quais cerca de 300 habitam a região norte de Portugal. A subespécie foi descrita pelo cientista espanhol Ángel Cabrera em 1907.
Um pouco menor e esguio que as outras subespécies do lobo-cinzento, os lobos-ibéricos machos medem entre 130 a 180 cm de comprimento, enquanto as fêmeas medem de 130 a 160 cm. A altura ao garrote pode chegar aos 70 cm. Os machos adultos pesam geralmente entre 30 a 40 kg e as fêmeas entre 20 a 35 kg.
A cabeça é grande e maciça, com orelhas triangulares relativamente pequenas e olhos oblíquos de cor amarelada. O focinho tem uma área clara, de cor branco-sujo, ao redor da boca. A pelagem é de coloração heterogênea, que vai do castanho amarelado ao acinzentado mesclado ao negro, particularmente sobre o dorso. Na parte anterior das patas dianteiras possuem uma característica faixa longitudinal negra.

Ficheiro:Canis lupus signatus (Kerkrade Zoo) 17.jpg


Lobo-Vermelho

O lobo-vermelho (Canis rufus) é uma espécie de lobo em perigo crítico de extinção, devido a pressões ecológicas.
O lobo-vermelho é nativo da América do Norte e a sua área de distribuição era, originalmente, toda a zona sudeste dos Estados Unidos, leste da Pennsylvania, sul da Flórida e no sudeste do Texas. Hoje em dia existem apenas cerca de 250 exemplares, dos quais 200 encontram-se em cativeiro.
Costumam caçar nútrias, coelhos, pássaros e outros pequenos roedores. Mas a população reintroduzida na Carolina do Norte também caça guaxinins e veados-de-rabo-branco. O corpo e a cabeça medem de 95 a 120 cm e a cauda de 25 a 35 cm. Em média pesam de 25 a 27 kg.
Vivendo em liberdade, normalmente, possuem um único parceiro por toda a vida. Atingem a maturidade sexual no segundo ou terceiro ano de vida. O período de reprodução ocorre nos meses de Fevereiro e Abril. A fêmea às vezes é ajudada pelo macho a cavar ou encontrar uma boa toca para ter seus filhotes. Os filhotes nascem com os olhos completamente fechados e durante os 2 primeiros meses de vida são totalmente dependentes da mãe. Costumam permanecer com os pais até atingirem a maturidade, formando pequenos grupos familiares ou pequenos bandos. Estes grupos ocupam uma área que pode variar de 15 a 160 Km².
Acredita-se que o lobo-vermelho é um híbrido fértil do cruzamento entre o lobo cinzento e o coiote. Dessa forma, o conceito de espécie por isolamento reprodutivo não é aplicável ao lobo-vermelho.



Dingo

O dingo (Canis lupus dingo) é uma subespécie de lobo, assim como o cão doméstico, originária da Ásia e que se encontra atualmente em estado selvagem na Austrália e sudeste asiático. A origem dos dingos permanece incerta, mas crê-se que resultem de uma das primeiras domesticações do lobo. Os dingos pesam entre 10 a 24 kg e apresentam pelo curto e amarelado. Ao contrário dos cães, os dingos só se reproduzem uma vez por ano, não ladram e têm dentes caninos mais desenvolvidos. Os dingos não formam alcatéias e vivem ou sozinhos, ou em pequenos grupos familiares.

Os dingos chegaram à Austrália há cerca de 4000 anos, trazidos por navegadores austronésios, e não com os primeiros aborígenes. Espalharam-se rapidamente pelo continente australiano e pensa-se terem afetado significativamente o ecossistema, contribuindo para a recessão dos carnívoros marsupiais (já em declínio). Com a chegada dos colonos europeus e os rebanhos de ovelhas, os dingos começaram a ser perseguidos e caçados como ameaça, assim como aconteceu com o tigre-da-tasmânia, que foi extinto. Nos anos da década de 1880 construiu-se a uma barreira de cerca de 8500 km de comprimento, com o objetivo de manter os dingos afastados do sudeste australiano, onde se concentravam as quintas (fazendas), e proteger os rebanhos. À data, era a maior estrutura já construída pelo homem.



Cão-Cantor-da-Nova-Guiné

O cão-cantor-da-nova-guiné (nome científico: Canis lupus hallstromi) é tipo raro e antigo de canídeo primitivo que já habitou toda a ilha da Nova Guiné. O animal, também conhecido popularmente como dingo-da-nova-guiné, cão-cantor, cão-das-terras-altas-da-nova-guiné, cão-selvagem-da-nova-guiné e cão-de-hallstrom, é relativamente pouco conhecido; quase nada se sabe sobre sua vida, estrutura social, status genético ou sobre o número de indivíduos selvagens ainda existentes. Todos os estudos foram feitos nos poucos indivíduos em cativeiro.
Os cães-cantores-da-nova-guiné provavelmente foram levados à ilha pelos primeiros viajantes a chegar nela, milhares de anos atrás. Livres para percorrer todo o território, e isolados do resto do mundo, desenvolveram-se sem influência de outros canídeos. A combinação do isolamento e do desenvolvimento em longo prazo produziu diversas características descobertas apenas nele. Atualmente, os cães-cantores-da-nova-guiné atuam como cães de companhia, como parte de um esforço de preservação da espécie focado em sua inteligência excepcional e suas capacidades físicas. Muitos são exibidos em competições caninas, nos quais são exibidos em sua condição natural, sem qualquer tipo de alterações ou cortes no pelo.
Aparentado ao dingo australiano, permaneceu isolado de outros cães durante quase 6000 anos, tornando-as possivelmente o mais antigo dos cães párias.



Coiote

Coiote (Canis latrans) é um mamífero, membro da família Canidae e do gênero Canis. Os coiotes são encontrados apenas na América do Norte e Central. Os coiotes geralmente vivem sós, mas podem se organizar em matilhas ocasionalmente. Coiotes vivem em média 6 anos. A palavra coiote é de origem Nahuatl.
Coiotes são nativos da região Neártica. Eles são achados por toda a America do Norte e Central. Desde Panamá ao norte do México chegando aos Estados Unidos da America e Canadá, indo do Norte do Alaska até as regiões setentrionais do Canadá.
Coiotes são extremamente adaptáveis e existem em uma vasta gama de habitats, incluindo florestas, pradarias, desertos e pântanos. Eles são tipicamente excluídos de áreas com lobos. Coiotes, devido à sua tolerância para as atividades humanas, também habitam em ambientes suburbanos, agrícolas e urbanos.



Lobo-Etíope

O lobo etíope (Canis simensis), também chamado lobo abissínio, é um dos mais raros e mais ameaçados canídeos. A sua distribuição resume-se a áreas da Etiópia e Eritreia, normalmente acima dos 3 000 m. Atualmente existem menos de 500 indivíduos adultos em meio selvagem.
O problema é também que o planalto etíope está "infestado" com ratos (Spalax giganteus e Tachyoryctes splendens). Assim o lobo etíope se adaptou a caçar ratos individualmente. Como conseqüência as fêmeas do lobo etíope se cruzam demais com o cão doméstico, já que os machos são mais leves que os cachorros dos pastores etíopes.



Chacal-Dourado

O Chacal-dourado (Canis aureus), também conhecido como chacal-asiático ou chacal-comum é uma espécie de chacal distribuída pela Ásia e África.



Chacal-Prateado

O Chacal-prateado é uma espécie de chacal existente na África.
O Canis adustus é facilmente distinguido dos outros chacais. Sua coloração é ligeiramente mais uniforme, e tem orelhas e pernas menores. Normalmente com a coloração de cinza claro beirando castanho-claro e se distinguem por ter uma ponta branca no rabo preto. Esses chacais normalmente têm listra branca do cotovelo ao lado dos quadris e listras pretas que nem sempre são visíveis. Essas espécies de chacal tendem a ser 'mais fortes', e é sexualmente dimórfica em tamanho, machos são um pouco maiores que as fêmeas. Machos têm entorno de 7.7 a 12 kg, e é difícil que fêmeas pesem mais de 10 kg



Chacal-de-Dorso-Negro

O Chacal-de-dorso-negro (do persa شغال shoghal) (Canis mesomelas) é um membro da família Canidae.
Com um ano de idade ele alcança a maturidade sexual. Tem cerca de 4 a 8 crias, precisando de um período de gestação de dois meses. Seu peso de adulto é de 10 a 15 kg, com um comprimento de 80 cm a um metro, e uma cauda de 20 cm. É muito conhecido por ser um dos poucos animais que naturalmente adere ao homossexualismo, uma vez que as fêmeas da espécie encarregam-se da criação dos filhotes, enquanto os machos passam longos períodos longe de seus habitats em busca de alimento, e, nesses períodos, a prática de relações sexuais entre eles é uma constante.
Vive em regiões muito secas, mas evitando o deserto. Este tipo de habitat encontra-se nos Bálcãs, na Grécia, na Turquia, no norte da África e o sudeste da Ásia, de onde ele é nativo.
Tem hábitos noturnos, e durante o dia escapa do calor refugiando-se no seu esconderijo, entre as rochas, ou debaixo da vegetação. Possuem uma grande resistência que o permite correr grandes distâncias durante toda uma noite se precisar. Ainda que goste de uma vida solitária, pode chegar a formar pequenos grupos conformados pela sua própria família. Alimenta-se de pequenos mamíferos, insetos e répteis, mas prefere as carcaças.
Integra-se sem medo aos núcleos populacionais, sem saber que é temido pelo homem devido ao fato de transmitir a raiva.










Cão-Selvagem-Asiático 

A cão-selvagem-asiático (Cuon alpinus) é uma espécie de cachorro selvagem da família de Canidae. Também é conhecido como o raposa-asiática-dos-montes; outros nomes conhecidos incluem o cão-selvagem-hindu, o cão-vermelho, o cão-asiático, e o Caçador-de-assobio (devido ao som de assobio que ele pode fazer).

Dentro da família, o cão-selvagem-asiático é colocada em um gênero próprio que tem origem pós Pleistocênica. O cão-selvagem-asiático foi umas espécies distintas durante vários mil anos. "Cuon" quer dizer cachorro em grego, e "alpinus" alpino (derivado de montanha) em latim. Assim o meio de nomes científicos do Cuon alpinus significa cachorro montês. O animal é relacionado ao gênero o Canis, e está por alguns autores considerado parte de Canis. Outro gênero relacionado é o Lycaon(cão-selvagem-africano). Geralmente, o Cuon alpinus é mais ativo no começo maturino, e às vezes à noite. Acredita-se que três raças geográficas existem: peninsular, Himalaiana e trans-Himalaiana. O Cuon alpinus podem viver 16 anos em cativeiro. 



Cachorro-do-Mato

O cachorro-do-mato ou guaraxaim (Cerdocyon thous) é um mamífero da família dos canídeos, amplamente distribuído pela América do Sul. Tais animais, noctívagos, medem cerca de 65 cm de comprimento, com pelagem cinza-clara de base amarelada, e faixa dorsal negra, que se estende da nuca à ponta da cauda. São onívoros e oportunistas, e sua dieta consiste de frutas, ovos, artrópodes, répteis, pequenos mamíferos e carcaças de animais mortos. Também são conhecidos pelos nomes de aguaraxaim, cachorro-do-mato, graxaim, graxaim-do-mato e lobinho.



Lobo-Guará

O lobo-guará (do tupi agoa'rá, "pêlo de penugem";[1]nome científico: Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo nativo da América do Sul. A sua distribuição geográfica estende-se pelo sul do Brasil, Paraguai, Peru e Bolívia a leste dos Andes, estando extinto no Uruguai e talvez na Argentina, e é considerada uma espécie ameaçada. O Brasil abriga o maior número de animais; dos cerca de 25.000 indivíduos da espécie, cerca de 22.000 estão em território brasileiro. Os biomas de sua ocorrência no Brasil são: Cerrado, Pantanal, Campos do Sul, parte da Caatinga e Mata Atlântica.

A espécie não está diretamente ligada a nenhum outro gênero de canídeos e aparentemente é uma relíquia da fauna pleistocênica da América do Sul, que desapareceu na maioria após a formação do Istmo do Panamá.



Cachorro-Vinagre

O cachorro-vinagre ou cachorro-do-mato (Speothos venaticus) é um canídeo nativo da América do Sul, que habita as florestas e pantanais entre o Panamá e o norte da Argentina. São animais semi-aquáticos que conseguem nadar e mergulhar com grande facilidade. A União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais - IUCN lista a espécie como quase ameaçada, devido ao isolamento e esparsa densidade das suas populações e à destruição do seu habitat.
O cachorro-vinagre é um canídeo de pequeno porte, com cerca de 30 centímetros de altura, 60 de comprimento e 5 a 7 kg de peso. A pelagem é avermelhada e a cauda relativamente curta é castanha. A cabeça tem um formato quadrado, com orelhas pequenas, e as patas são curtas. Os dedos do cachorro-vinagre estão ligados por membranas interdigitais que facilitam a sua natação.
As principais presas destes animais são roedoras de grande porte como cutias, pacas e capivaras, mas também consomem aves, anfíbios e pequenos répteis. Os cachorros-vinagre são animais gregários que vivem e caçam em bandos de até dez indivíduos. A estrutura social dos grupos é fortemente hierarquizada tal como nos lobos-cinzentos e os membros do grupo comunicam entre si através de latidos. Os seus hábitos são diurnos e de noite recolhem-se para dormir em tocas ou cavidades nas árvores.
O grupo é formado por vários casais monogâmicos e pelas crias do par dominante. Como o cão doméstico, o cachorro-vinagre tem dois períodos de cio por ano, que variam ao longo do ano conforme o sítio onde vivem. A gestação dura em média 67 dias e resulta em ninhadas de 4 a 6 crias, que nascem em tocas e são alimentadas pelos adultos até aos cinco meses. A maturidade sexual é atingida aos 12 meses e a esperança de vida média é de 10 anos.
A espécie foi descrita pela primeira vez em 1842, a partir de fósseis encontrados em cavernas no Brasil e só depois se descobriram os animais vivos. O cachorro-vinagre nunca foi caçado por interesse econômico e é sabido que algumas tribos de nativos brasileiros conservam-nos como animais de estimação.



Cão-Caçador-Africano


O mabeco ou cão-caçador-africano (Lycaon pictus) é um canídeo típico de África que vive em zonas de savana e vegetação esparsa. A espécie já foi comum em toda a África sub-sahariana (exceto em áreas de floresta tropical ou densa e zonas desérticas). A sua distribuição geográfica atual limita-se à Namíbia, Botswana, Moçambique, algumas zonas do Zimbabué e África do Sul.
O mabeco é um predador de médio porte, com cerca de 75 a 110 cm de comprimento para 18 a 36 kg de peso. A sua pelagem, muito característica com manchas de castanho, preto, branco e alaranjado, deu o nome científico à espécie: Lycaon pictus significa lobo pintado. A cabeça é em geral mais escura e a cauda termina num tufo branco. As orelhas são grandes e arredondadas e as pernas longas e finas terminam em patas fortes com quatro dedos.


Um comentário: