segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Aves Sphenisciformes

Pinguins

Pinguim-Imperador

Pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri) é a maior ave da família Spheniscidae (pinguins). Os adultos podem medir até 1,22 metros de altura e pesar até 37 kg. Os machos desta espécie são um dos poucos animais que passam o inverno na Antártida.
O pinguim-imperador caracteriza-se pela plumagem multicolorida: cinza-azulado nas costas, branco no abdômen, preto na cabeça e barbatanas. Esta espécie apresenta também uma faixa alaranjada em torno dos ouvidos. Sua alimentação baseia-se em pequenos peixes, krill e lulas, que pescam em profundidades de até 250 metros. O pinguim-imperador pode ficar submerso por cerca de vinte minutos sem respirar. Seus predadores naturais incluem a orca, foca-leopardo e tubarões.
O padrão reprodutivo é bastante característico. As fêmeas põem um único ovo em maio/junho, no final do outono, que abandonam imediatamente para passar o inverno no mar. O ovo é incubado pelo macho durante cerca de 65 dias, que correspondem ao inverno antártico. Para superar temperaturas de -40 °C e ventos de 200 km/h, os machos amontoam-se e passam a maior parte do tempo dormindo para poupar energia. Eles nunca abandonam o ovo, que congelaria, e sobrevivem à base da camada de gordura acumulada durante o verão. A fêmea substitui o macho apenas quando regressa no princípio da primavera. Se a cria choca antes do regresso da mãe, o macho do pinguim-imperador alimenta o filho com secreções de uma glândula especial existente no seu esôfago.




Pinguim-Rei

O pinguim-rei (Aptenodytes patagonicus) é uma espécie de pinguins de aproximadamente 90 cm de altura, e que pesa de 11 a 15 quilogramas.Habita a Antártica, na zona dos ventos do Oeste.



Pingui-de-Adélia

O Pingüim de Adélia é uma espécie de pingüim que habita a Antártida. É uma das únicas espécies que nidificam neste continente. Os pinguins de Adélia têm sido objeto de estudo de cientistas de uma estação de investigação situada na proximidade de algumas ilhas onde esses pinguins nidificam. A partir de Outubro, os pinguins escolhem regiões de solo nu, nas encostas mais abrigadas, onde constroem ninhos com pedregulhos. Durante os últimos 30 anos, tem-se registrado um grave declínio na população de pinguins que procriam na região e que atinge cerca de 70%. O biólogo responsável por estes estudos admite que o declínio da população se relacione com a mudança climática que tem vindo a ocorrer na região. Nos últimos 50 anos, as temperaturas de Inverno têm experimentado um aumento médio de 6 °C. Como conseqüência do aquecimento, o gelo marinho, que forma uma camada impermeável sobre o oceano, funde, o que provoca uma maior evaporação da água do mar. Ocorre então precipitação de neve que se acumula no solo, especialmente nas zonas mais abrigadas dos ventos, sendo nesses locais onde também funde mais tarde. Os pinguins de Adélia não modificam os seus locais de postura. Continuaram a construí-los, mas sobre a neve e não no solo nu. Quando a neve funde, os ninhos enchem-se de água que encharca os ovos, impedindo o nascimento de novos membros da colônia. Desse modo tem vindo a ser gradualmente reduzido o número de nascimentos nas colônias de pinguins de Adélia da região.


Pinguim-Gentoo

O pinguim-gentoo é uma das três espécies de pinguim do género Pygoscelis e a ave mais rápida do planeta debaixo de água. A origem do seu nome é incerta mas pensa-se ter sido usada no século XVIII por portugueses e ingleses para se referir a vários grupos étnicos, provavelmente como termo depreciativo para Hindus. Tem sido especulado que a sua mancha branca na cabeça se terá parecido com um turbante. É facilmente reconhecido pela mancha branca que lhe percorre a cabeça e pelo bico de um laranja vivo.
Mede de 75 a 90 cm de altura, fazendo de ele o maior pinguim a seguir às duas espécies gigantes, o Pinguim-imperador e o Pinguim-rei. Os machos pesam entre os 8.5 kg e os 5.5 kg e as fêmeas entre os 7.5 kg e os 5 kg
Os pinguins-gentoo reproduzem-se em muitas ilhas sub-Antárticas mas as principais colônias são nas Malvinas, Geórgia do Sul e ilhas Kerguelen. Populações menores podem ser encontradas na ilha Macquarie, Ilha Heard e Ilhas McDonald, Ilhas Shetland do Sul e Península Antártica. A população reprodutora total é estimada em mais de 300 000 pares.
Os ninhos são feitos de pedras empilhadas numa formação circular e atinge os 20 cm de altura e 25 de diâmetro. Estes são geralmente alvo de barulhentas disputas que chegam freqüentemente à agressão. Tal é a importância que estas aves dão ao ninho que um macho pode conseguir certos favores de uma fêmea só pelo fato de lhe dar uma boa pedra.
Os ovos pesam 500 g e os pais partilham a sua incubação. Os ovos eclodem entre o 34º e o 36º dias. As crias permanecem nos ninhos por trinta dias até formarem creches e entre os 80 e os 100 dias já vão para o mar.


Pinguim-de-Barbicha

O pinguim-de-barbicha (Pygoscelis antarctica) é uma espécie de pinguim que pode ser encontrada na Antártida e ilhas adjacentes.
Estes pinguins podem crescer até aos 70 cm de comprimento e têm uma alimentação baseada em krill e pequenos peixes.


Pinguim-Saltador-da-Rocha

O pinguim-saltador-da-rocha ou pinguim-de-penacho-amarelo (Eudyptes chrysocome) é uma espécie de pinguim próxima do pinguim macaroni. Esta ave mede até cerca de 55 centímetros e caracteriza-se por plumagem branca e preta e sobrancelhas de cor amarela que terminam em longas penas da mesma cor.
O pinguim saltador procria em colônias nas Ilhas Malvinas (Falkland), Tristão da Cunha, Kelgueren e Macquarie, entre outras, preferindo as escarpas rochosas. Alimenta-se de krill, lulas, peixes e crustáceos diversos. A espécie tem uma população estimada em 3,5 milhões de casais mas é considerada vulnerável devido a uma redução de cerca de 24% nos últimos trinta anos.
Há vários pinguins desta espécie a viver no Oceanário de Lisboa.


Pinguim-Macaroni

O pinguim-macaroni (Eudyptes chrysolophus) é uma das seis espécies de pinguim do género Eudyptes. É um parente muito próximo do pinguim-real, considerado por alguns cientistas como sendo a mesma espécie. Habita a região subantártica, desde o sul das ilhas Shetland do Sul às ilhas Kerguelen. Alimenta-se principalmente de crustáceos, mergulhando a profundidades de 15 a 70 metros para os caçar. A sua população total em liberdade é cerca de 18 milhões de indivíduos, mas devido ao seu declínio nas últimas décadas foi considerado vulnerável. Os machos e as fêmeas são semelhantes apesar de o macho ser ligeiramente maior. Apresentam uma crista amarela, face preta e íris vermelha. Reproduzem-se na Primavera e cuidam das crias no Verão. Passam o Inverno no mar, por vezes viajando mais de 10 000 km.




Pinguim-das-Snares

O Pinguim-das-snares (Eudyptes robustus) é um pinguim da Nova Zelândia que se reproduz nas Ilhas Snares, a sudoeste da Ilha Sul.
É um pinguim pequeno, que mede entre 50 a 70 cm e pesa de 2,5 a 4 kg. É preto no dorso e branco no ventre. Tem penachos amarelos a fazer de sobrancelhas que se prolongam para lá da cabeça. Tem olhos vermelhos e um bico laranja-acastanhado rodeado por pele rosada. As colônias mais numerosas encontram-se na Ilha Nordeste, a principal ilha do grupo das Ilhas Snares, enquanto que outras colônias se encontram na Ilha Broughton, assim como na rochosa Cadeia Ocidental.


Pinguim-de-Fiordland

O Pinguim de Fiordland (Eudyptes pachyrhynchus) é um pinguim da Nova Zelândia que é comumente encontrado ao longo da costa da Fiordland.
É um pinguim de tamanho médio, podendo chegar a até 60cm de altura e a pesar 3,7kg. Destaca-se por sua crista amarelada, semelhante ao pinguim-macaroni.
Seus ninhos normalmente são feitos em colônias em densas florestas temperadas. Alimentam-se basicamente de peixes, polvos, lulas e krills.
Atualmente, encontra-se como "Vulnerável" na lista vermelha da IUCN, devido à redução de 30% na sua população total nos últimos 30 anos.


Pinguim-Real

O pinguim-real (Eudyptes schlegeli) habita as águas que circundam a Antártida. São muito semelhantes aos pinguim-macaroni, mas, contrariamente a estes, que possuem a face toda preta, o pinguim-real tem a face branca. Têm cerca de 70 cm de comprimento e pesam cerca de 6 kg. O pinguim-real só procria na ilha Macquarie e, tal como os outros pinguins, passa a maior parte do tempo no mar, mais propriamente na zona pelágica.
Não deve ser confundido com o pinguim-rei.


Pinguim-de-Magalhães

O pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) é um pinguim sul-americano característico de águas temperadas. A espécie habita as zonas costeiras da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas (ou Falkland Islands, em inglês, o idioma falado pelos habitantes desta ilha), migrando por vezes até ao Brasil no Oceano Atlântico ou até ao Peru, no caso das populações do Oceano Pacífico. Estes animais são classificados no gênero Spheniscus juntamente com o pinguim-das-galápagos e o pinguim-de-humboldt.
O pinguim-de-magalhães é uma ave de médio porte, com cerca de 70 centímetros de comprimento e 5 a 6 kg de peso. A sua plumagem é negra nas costas e asas e branca na zona ventral e no pescoço. A maior parte dos exemplares tem na cabeça uma risca branca, que passa por cima das sobrancelhas, contorna as orelhas e se une no pescoço, e uma risca negra e fina na barriga em forma de ferradura. Os olhos, bico e patas são negros.
Como todos os membros da sua ordem, o pinguim-de-magalhães alimenta-se no mar, à base de peixe, lulas, krill e outros crustáceos. Eles saem para caçar em pequenos bandos de 5 a 10 elementos e podem mergulhar até aos 90 metros de profundidade.
O pinguim-de-magalhães vive e reproduz-se em colônias muito populosas que partilham com outras espécies de pinguim, em particular com o pinguim-saltador-da-rocha nas Ilhas Malvinas. As aves são bastante fiéis a estes locais e há colônias na Argentina com mais de cem anos de história de ocupação. Durante a época de reprodução, que vai de Setembro a Fevereiro, os pinguins-de-magalhães formam casais monogâmicos que partilham a incubação e cuidados parentais. Os ninhos são construídos no chão à superfície ou em pequenas tocas. A fêmea põe dois ovos brancos que levam entre 39 a 42 dias a incubar. As crias são alimentadas por ambos os pais durante os dois meses seguintes, tornando-se independentes logo de seguida.
As populações de pinguim-de-magalhães sofreram um decréscimo de 20% ao longo das duas últimas décadas, em especial nas Malvinas, mas apesar disso o IUCN classifica a espécime como tendo um baixo risco de extinção.




Pinguim-das-Gálapagos

O pinguim-das-galápagos (Spheniscus mendiculus) é uma ave da ordem Sphenisciformes (pinguins), endêmico do Arquipélago das Galápagos. Esta espécie de pinguins é, dentro do grupo, com distribuição mais a norte e a única que vive junto do Equador.
Os pinguins-das-galápagos têm cerca de 50 cm de altura e têm plumagem negra. São monogâmicos e permanece com o mesmo parceiro toda a vida. As posturas resultam em dois ovos, que são incubados alternadamente pelo macho e fêmea. O ninho e as crias nunca são deixados ao abandono.
A espécie encontra-se classificada como Em Perigo, com uma população de cerca de 600 casais.



Pinguim-de-Humboldt

O pinguim-de-humboldt (Spheniscus humboldti) é uma espécie de pinguim nativa da América do Sul, nomeadamente Peru e Chile. O seu nome é uma homenagem ao naturalista alemão Alexander von Humboldt.
Os pinguins-de-humboldt são aves de médio porte que medem até 53 cm de altura. A sua plumagem é branca e negra.


Pinguim-Africano

O pinguim africano (Spheniscus demersus) é a única espécie africana de pinguim, atualmente considerada vulnerável, dentre outros motivos pelos derramamentos de óleo na costa africana, apesar dos cuidados prestados pela Fundação Sul-Africana de Conservação de Aves Litorâneas Vivem na costa sudoeste de África, contando com cerca de 60 centímetros de comprimento, e pesando entre 2,4 e 3,6 kg, um pouco mais leves que os pinguins-de-humboldt. Têm uma faixa negra em volta da barriga branca e uma mancha preta no queixo e rosto separando da coroa por uma ampla faixa branca. Os machos tendem a ser um pouco maiores que as fêmeas. Os filhotes têm uma coloração azul-cinzento. Eles têm manchas vermelhas acima dos olhos, e alguns pontos negros aleatórios no tórax e na barriga.
Os pinguins Africanos se alimentam principalmente na parte mais rasa do mar, peixes como o biqueirão, sardinha, carapau e arenque, mas eles também comem lulas e crustáceos. Quando na caça de presas, os pingüins Africano podem alcançar a velocidade máxima de perto de 20 km / h. Os pinguins Africanos vivem em colônias. Eles começam a se reproduzir entre dois a seis anos de idade, mas normalmente em quatro anos. Ao contrário de muitas outras espécies de aves,os pingüins Africano têm um prolongado acasalamento. Na maior parte das colônias de aves em algum estágio de reprodução, estará presente durante todo o ano. Existem amplas diferenças regionais, porém é no pico da época de reprodução na Namíbia (novembro e dezembro) e, tende a ser mais cedo do que o pico da África do Sul (março a maio). Os pinguins africanos são monógamos e, os mesmo par irão retornar geralmente para a mesma colônia, e muitas vezes no mesmo lugar do ninho de cada ano. Cerca de 80 a 90% dos casais permanecem juntos na reprodução e, nas épocas consecutivas, alguns são conhecidos por terem permanecido juntos há mais de 10 anos. 
Eles costumam colocar dois ovos, embora não seja comum a sobrevivência dos dois filhotes. O período de incubação é de cerca de 40 dias,sendo que o pai e a mãe participam igualmente na incubação e nas funções. A duração da incubação e, muda de parceiros, depende da disponibilidade de alimentos no momento, mas é tipicamente cerca de dois dias e meio. Os filhotes de pinguim africano podem mudar de penas a qualquer momento a partir de 60 para 130 dias de idade, ganhando e, perdendo a suas penas cinza-azuladas. Os adultos continuam a alimentar os filhotes, enquanto eles permanecem na colônia. Quando os filhotes saem eventualmente da colônia, eles os fazem sem os pais. Estes filhotes continuam longe de suas colônias natal perto de 12 a 22 meses, após o qual eles retornam, normalmente, com as plumagens mudadas para de adultos. No final da muda de penas os pingüins regressão ao mar e, gastam cerca de seis semanas para engordar de novo. Estas aves têm uma taxa de sobrevivência muito boa.


Pinguim-de-Olho-Amarelo

O pinguim-de-olho-amarelo (Megadyptes antipodes) é uma espécie de pinguim encontrada no sul da Nova Zelândia.
A espécie está presente na nota de cinco dólares neozelandeses.
O pinguim-de-olho-amarelo foi descrito por Jacques Bernard Hombron e Jacquinot Honoré, em 1841. É a única espécie sobrevivente do gênero Megadyptes. Em 2008, foi descoberta uma espécie nova, porém menor, pertencente ao mesmo gênero: opinguim-waitaha.
Anteriormente, pensava-se que o pinguim-de-olho-amarelo fosse uma espécie próxima do pinguim-azul (Eudyptula menor). Entretanto, uma nova investigação molecular demonstrou que a espécie está mais relacionada a pinguins do gênero Eudyptes. Evidências do DNA mitocondrial e nuclear sugerem ter se separado dos ancestrais do Eudyptes há cerca de 15 milhões de anos.
Esta é uma espécie de pinguim bastante grande, com média de 75 cm de comprimento e pesando cerca de 6,3 kg. O peso varia ao longo do ano, sendo maior (7 a 8 kg) pouco antes de muda e menor (5 a 6 kg) após a muda. Apresenta cabeça amarelo-pálida listrada de negro, com uma faixa amarela em torno da cabeça, partindo dos olhos. A íris é amarelada. A plumagem nos lados do pescoço é castanho-escura. Como a maioria dos pinguins, possuem parte ventral branca e dorso negro. Os pés são rosados. Os juvenis têm uma cabeça mais cinzenta, sem faixas e seus olhos possuem uma íris cinza, levando cerca de quinze meses para exibirem a plumagem.
A expectativa de vida de um pinguim-de-olho-amarelo é de 20 anos. Os machos geralmente sobrevivem por mais tempo do que as fêmeas, levando a uma proporção sexual de 2:1 na faixa etária de 10-12 anos.

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