domingo, 31 de julho de 2011

Ungulados 4

Cetáceos


Tal como todos os mamíferos, os cetáceos respiram ar por pulmões, são de sangue-quente (i.e., endotérmicas) e amamentam os juvenis, mas têm muito poucos pelos.
As adaptações dos cetáceos a um meio completamente aquático são bastante notórias: o corpo é fusiforme, assemelhando-se ao de um peixe. Os membros anteriores, também chamados barbatanas ou nadadeiras, são em forma de remo. A ponta da cauda possui dois lobos horizontais, que proporcionam propulsão por meio de movimentos verticais. Os cetáceos não possuem membros posteriores, alguns pequenos ossos dentro do corpo são o que resta da pélvis.
Debaixo da pele existe uma camada de gordura. Serve como reservatório de energia e também como isolamento. Os cetáceos possuem um coração de quatro câmaras. As vértebras do pescoço estão fundidas na maior parte dos cetáceos, o que fornece estabilidade durante a natação à custa da flexibilidade.
Os cetáceos respiram por meio de espiráculos localizados no topo da cabeça, o que permite ao animal ficar submerso. As baleias sem dentes possuem dois, enquanto que as baleias com dentes apenas têm um espiráculo. Quando respiram, os cetáceos lançam um jacto de água, cuja forma é uma característica que ajuda à sua identificação. O seu sistema respiratório permite-lhes ficar submersos durante muito tempo sem respirar: o cachalote, por exemplo, pode ficar duas horas sem respirar.
Especialmente notória é a baleia-azul, o maior animal que alguma vez viveu. Pode atingir 30 metros de comprimento e pesar 180 toneladas.
Os cetáceos são descendentes de mamíferos terrestres, provavelmente da ordem Artiodactyla. Eles passaram para a água há cerca de 50 milhões de anos.
Recentemente foram encontrados no Paquistão fósseis de animais terrestres adaptados à vida aquática, e os cientistas acreditam que eles são realmente os ancestrais dos atuais Cetáceos, pois o crânio destes animais só encontra similaridades com os crânios de baleias e golfinhos. Mesmo as baleias desdentadas descendem de animais terrestres.
Os fósseis encontrados são de animais da ordem Artiodactyla, que eram adaptados à corrida mas, para fugir de predadores e buscar mais opções de alimento, adaptaram-se à vida aquática. Um deles, o Pakicetus, assemelhava-se a algo intermediário a um lobo ou uma lontra e alimentava-se de peixes, um outro, o Rodhocetus, possuía cabeça semelhante a das baleias e tinha as patas adaptadas como nadadeiras.

Baleias Sem Dentes

Baleias-Francas



Baleia-Franca-Austral

A baleia-franca-austral (Eubalaena australis) é uma das três espécies de baleia-franca, pertencente ao género Eubalaena. Estima-se que haja cerca de 7500 exemplares desta baleia espalhadas pelo sul do Hemisfério Sul, numa faixa compreendida entre os 30º e os 55º de latitude. Pode atingir os 18 metros de comprimento e as 80 toneladas de peso.
A caça indiscriminada deste tipo de baleia, devido à quantidade de óleo possuída por exemplar, deixou-a quase em perigo de extinção. Desde o século XIX, a população destes animais foi reduzida em 90%. Actualmente estima-se que exista uma população que oscila entre os 7500 e 8000 indivíduos. Durante o Inverno, as baleias escolhem as águas mais quentes do hemisfério sul para se reproduzirem, tais como os seguintes as costas da Península Valdés (na Patagónia), Austrália, África do Sul e Brasil.


Baleia-Franca-do-Pacífico

A baleia-franca-do-pacífico (Eubalaena japonica) é um cetáceo da família Balaenidae encontrado nas águas temperadas e tropicais do Pacífico.


Baleia-Franca-do-Atlântico-Norte

A baleia-franca-do-atlântico-norte (Eubalaena glacialis) é um cetáceo da família Balaenidae encontrado nas águas temperadas do Atlântico Norte.
Apesar de originalmente ter sido comum por todo o Atlântico Norte, é hoje em dia encontrada essencialmente ao longo da costa Norte-Americana sendo que a população do Atlântico Norte Europeu estará criticamente ameaçada. A IUCN calcula a população total de indivíduos maduros em menos de 250.
Com efeito,a baleia-franca-do-atlântico-norte foi uma das vítimas mais precoces da caça à baleia. A sua caça, que existiu pelo menos desde o século X, era particularmente popular devido à particularidade dos animais abatidos ficarem a flutuar depois de mortos (ao contrário de outras espécies) facilitando o trabalho dos baleeiros, e dando origem ao seu nome em Inglês, Right Whale, ou seja, a "baleia certa", por ser considerada a melhor baleia para caçar.
A facilidade com que a baleia-franca-do-atlântico podia ser caçada em grande escala levou a que o seu número se reduzisse de tal forma que por volta de 1700 já tinha perdido a maior parte da sua importância económica.
Pode atingir os 18 metros de comprimento e um peso superior a 90 toneladas.






Baleia-Comum



A baleia-comum (Balaenoptera physalus), também chamada de baleia-fin e rorqual-comum, é um mamífero marinho que pertence à família dos balenopterídeos, da ordem dos cetáceos. É o segundo maior animal existente, depois da baleia-azul, podendo atingir um comprimento de até 27 metros.
Longo e esguio, o corpo da baleia-comum é cinza-amarronzado e sua parte inferior é esbranquiçada. Existem ao menos duas subespécies distintas: a baleia-comum-do-norte, encontrada no Atlântico Norte, e a baleia-comum-antártica do Oceano Antártico. É encontrada em todos os principais oceanos, das águas polares às tropicais. A espécie está ausente somente nas águas próximas aos blocos de gelo dos pólos norte e sul e áreas relativamente pequenas de águas afastadas do alto mar. A maior densidade populacional da baleia-comum ocorre em águas frias e temperadas. Sua alimentação consiste de pequenos cardumes de peixe, lulas e crustáceos como os misidáceos e o krill.
Assim como todas as outras grandes baleias, a baleia-comum foi caçada em larga escala durante o século XX e está listada entre as espécies ameaçadas de extinção. A Comissão Baleeira Internacional (CBI) obteve uma moratória para a pesca comercial dessa baleia, embora países como a Islândia, Noruega e Japão ainda continuem a caça em determinadas épocas do ano. Para a temporada de 2008, o Japão tencionava matar aproximadamente 1.000 baleias — 850 baleias-minke, 50 baleias-comuns e 50 baleias-jubartes — mas esse número poderá ser menor em virtude de cortes financeiros provocados por protestos ambientais. A espécie também é caçada por aborígenes groenlandeses, através do programa de Pesca de Subsistência Aborígene comandado pela CBI. Em 2007, o programa matou 377 baleias, das quais 12 eram baleias-comuns. Colisões com navios e ruídos da atividade humana nos oceanos também constituem uma significante ameaça para a recuperação da espécie.




Baleia-Sei



A baleia-sei (Balaenoptera borealis), também chamada de baleia-boreal, baleia-glacial ou baleia-sardinheira é uma baleia, considerada o terceiro maior balenopterídeo, a seguir à baleia-azul e à baleia-comum. Pode ser encontrada em todo o mundo, em todos os oceanos e mares adjacentes, e prefere águas profundas mais afastadas da costa. Tende a evitar as águas polares e tropicais e corpos de água semi-fechados. A baleia-sei migra anualmente de águas frias e subpolares no Verão até águas temperadas e subtropicais no Inverno, apesar de na maioria das áreas as rotas exata de migração não serem bem conhecidas.
Alcançando um comprimento de até 20 metros e pesando até 45 toneladas, a baleia-sei consome uma média de 900 quilogramas de comida todos os dias, principalmente copépodes e krill e outros elementos do zooplâncton. Está entre os mais rápidos dos cetáceos, podendo alcançar velocidades de até 50 quilômetros por hora em distâncias pequenas. O nome da baleia advém da palavra norueguesa para escamudo, um peixe que aparece na costa da Noruega na mesma altura em que aparece a baleia-sei.
Seguindo caça comercial da espécie entre o fim do século XIX e o fim do século XX, quando cerca de 238 mil indivíduos foram caçados, a baleia-sei é atualmente uma espécie internacionalmente protegida, apesar de caça limitada ainda ocorrer sob os controversos programas de pesquisa conduzidos pela Islândia e Japão. Em 2006, a população mundial de baleia-sei era em torno de 54 mil indivíduos, cerca de um quinto da sua população pré-existente.



Baleia-de-Bryde



Baleia-de-bryde é o nome comum dado a duas espécies de baleias, a "Balaenoptera brydei" e a "Balaenoptera edeni", da família dos balenopterídeos. A baleia-de-bryde, no salto, sai da água como um míssil, causando um enorme chapão, que se pode ouvir a grandes distâncias. Ocorrem com maior incidência no litoral do Brasil, na Primavera e no Verão.
Os seus exemplares podem chegar a 15,5 metros de comprimento, sendo, em geral, as fêmeas maiores do que os machos.

Baleia-Azul



A baleia-azul, (Balaenoptera musculus) é um Mamífero marinho. Como outras baleias, as baleias azuis usam lâminas córneas na sua cavidade bucal para filtrar seu alimento (krill) da água do mar, alimentando-se também de pequenos peixes e lulas. A baleia-azul é o maior animal alguma vez existente, podendo chegar a ter 33 metros de comprimento e mais de 180 toneladas de massa.
A baleia-azul possui uma pequena aleta (abertura) que é visível apenas num curto período, quando a baleia mergulha. Tal aleta pode produzir jatos de água de até nove metros altura. O seu pulmão pode conter aproximadamente cinco mil litros de ar.
É também o animal mais ruidoso do mundo. Emitem sons de baixa freqüência que atingem os 188 decibéis — mais fortes que o som de um avião a jacto — que podem ser ouvidos a mais de 800 quilômetros de distância.
A baleia-azul é o maior animal que existe na face da Terra. A maior criatura conhecida da era dos dinossauros era o seismossauro da era Mesozóica, com um peso superior a 100 toneladas e comprimento estimado de 40 metros, embora alguns cientistas afirmem que poderiam chegar a 52 metros de comprimento. Há incertezas sobre a maior baleia-azul já capturada. A maioria das informações vem de baleias-azuis mortas em águas antárticas durante a primeira metade do século XX, coletadas por baleeiros não instruídos em técnicas de coleta zoológica. As baleias mais longas já registradas foram duas fêmeas com 33,6 e 33,3 metros de comprimento, respectivamente, porém existem algumas disputas sobre a confiabilidade destas informações. A maior baleia medida por cientistas no Laboratório Americano de Pesquisas de Mamíferos Marinhos media 29,9 metros, o mesmo comprimento de um avião Boeing 737.
A cabeça de uma baleia-azul é tão grande que cinqüenta pessoas poderiam apoiar-se em sua língua. Um bebê (humano) poderia engatinhar através das principais artérias da baleia-azul e um humano adulto poderia até se arrastar pela sua aorta. Uma baleia-azul recém-nascida pesa mais que um elefante adulto e tem cerca de 7,6 metros de comprimento. Durante os seus primeiros sete meses de vida, bebês de baleia-azul tomam cerca de 380 litros de leite todo dia. Bebês de baleias-azuis ganham peso rapidamente, 91 kg a cada 24 horas. O órgão reprodutor do macho (o pênis), chega a medir 3 metros de comprimento.
Apesar de serem mamíferos, as baleias não amamentam seus filhotes pelas tetas. O leite da baleia é tão gorduroso que ela o solta na água, de onde o filhote o suga, já que água e gordura não se misturam.
Baleias azuis são difíceis de se pesar dado o seu imenso tamanho. A maioria das baleias azuis morta por baleeiros não têm o seu peso tomado como um todo, mas sim, corta-se a baleia em peças menores, que podem ser pesadas mais facilmente. Isto causa um erro na tomada do peso total da baleia, devido à perda de sangue e outros fluidos. De qualquer maneira, tomadas entre 160 a 190 toneladas foram registradas para espécimes com mais de 27 metros de comprimento. A maior baleia azul de que se tem informação é uma fêmea que pesou 176.790 kg.




Baleia-de-Minke



A baleia-minke-antártica (Balaenoptera bonaerensis) é um mamífero cetáceo da família dos balenopterídeos.
Também conhecidas por baleia-anã, ou como finbeque na região dos Açores, a baleia-minke-antártica é uma das menores espécies de baleias do mundo.
Existem dois tipos de baleias-minke no Hemisfério Sul que diferem de acordo com a cor padrão, caracteres morfométricos e coloração das barbatanas: a forma anã de menor tamanho, com mancha branca e a forma usual de maior tamanho e sem a mancha branca.


Baleia-Jubarte


A baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae), também conhecida como baleia-preta, baleia-corcunda, baleia-xibarte, baleia-cantora ou baleia-de-bossa, é um mamífero marinho da ordem dos cetáceos que vive em mares do mundo todo.
Os machos da espécie medem de 15 a 16 metros; as fêmeas, de 16 a 17. O peso médio é de aproximadamente 40 toneladas, sendo que o maior exemplar já visto possuía 19 metros.
É uma espécie protegida desde 1967 e, em 2008, as estimativas do número de indivíduos variam dos 30 mil aos 65 mil exemplares.
São reconhecidas facilmente graças a numerosos sinais. Possuem a parte superior totalmente negra, parte inferior branca ou um pouco mais escura. A cabeça e mandíbula inferior estão recobertas de pequenas protuberâncias características da espécie, chamadas de tubérculos cefálicos, ou dérmicos, que na realidade são folículos pilosos.
A cauda possui manchas negras e brancas visíveis quando o animal submerge, e as ondulações da sua parte posterior e os desenhos em suas barbatanas caudais (próprias de cada exemplar) são utilizadas para identificação.
Cada barbatana peitoral (também com manchas negras e brancas e com um desenho próprio de cada animal) pode alcançar até um terço do comprimento do corpo, muito mais que qualquer outra espécie da ordem dos cetáceos. Para explicar esta diferença tão notável, várias hipóteses têm sido apresentadas: algumas acreditam que se deva a uma adaptação evolutiva para assegurar uma maior facilidade de movimento, outras acreditam que seja para melhorar a regulação térmica interna durante os movimentos migratórios em que a temperatura varia consideravelmente, de acordo com a região.
Quando a baleia emerge, expulsa o ar de seus pulmões formando uma nuvem de até três metros. O ar quente, proveniente dos pulmões, condensa imediatamente em contato com o ar frio. A barbatana dorsal, achatada, aparece fora da água após este movimento respiratório e permanece visível até que a barbatana caudal desapareça.
Assim como os demais membros de sua espécie, a baleia possui entre 16 e 20 sulcos ventrais, que são na realidade pregas paralelas que vão da mandíbula até o umbigo e que permitem uma maior abertura da boca.
As barbas características da subordem são produções córneas que filtram a água, retendo o alimento. A jubarte conta entre 270 e 400 barbas de cor escura, dispostas a cada lado da boca.
As fêmeas possuem um lóbulo de 15 centímetros de diâmetro na região genital que permite diferenciar os sexos, já que o pênis dos machos está geralmente escondido na ranhura genital. As baleias parem normalmente a cada dois ou três anos. A gestação dura onze meses. É raro, mas certas fêmeas podem dar à luz dois anos seguidos.
O filhote mede ao nascimento de quatro a quatro metros e meio e pesa aproximadamente 700 quilogramas. É amamentado por sua mãe durante um ano, sendo sua única fonte alimentícia durante os seis primeiros meses. Os seis meses seguintes alternam com o alimento que são capazes de capturar eles mesmos. Os filhotes abandonam suas mães ao início de seu segundo ano, quando alcançam aproximadamente os nove metros de comprimento.
Os jovens alcançam a maturidade sexual aos cinco anos. Vivem, geralmente, de 40 a 50 anos.



Baleia-Cinzenta



A baleia-cinzenta (Eschrichtius robustus) é um mamífero cetáceo da família dos escrictídeos.
Pode atingir cerca de 15 m de comprimento e pesar cerca de 35 toneladas.
Anfípodos (Pequenos crustáceos que vivem na ou perto de água, incluindo pulgas de areia e piolhos de baleia), krill, plâncton e moluscos. Ao contrário de outros cetáceos, a baleia-cinzenta tende a alimentar-se junto ao fundo do mar, onde agita a água para levantar material do fundo de onde consegue filtrar os seus alimentos.
Oceano Atlântico, Oceano Pacífico, Oceano Ártico: A baleia cinzenta ocorre em águas litorais desde o mar de Okhotsk até à Coreia do Sul e Japão e desde os mares de Chukchi e de Beaufort no golfo de México.
As baleias cinzentas são as mais litorais das baleias-de-barba e são encontradas freqüentemente a um quilômetro da costa litoral, embora um aumento no tráfego de barcos possa forçar as baleias a permanecer em zonas mais distantes. Por causa de preferirem águas perto da costa, as baleias cinzentas são alguns dos cetáceos mais bem conhecidos.
Atinge a maturidade sexual quando ultrapassa os 20m de comprimento. Não se conhece o processo de acasalamento. A gestação dura cerca de 1 ano e o baleote ingere quase 600 litros de leite por dia, podendo dobrar seu peso em 1 semana.
A pele da Baleia-Cinzenta é sarapintada de cinzento escuro e de cinzento claro, embora já tenham sido observados alguns indivíduos esbranquiçados.
Existe um dimorfismo sexual no tamanho. As fêmeas tendem a ser maiores do que os machos, talvez devido ao fato de serem estas que cuidam e protegem as suas crias.
O único predador da Baleia-Cinzenta é a Orca. As Orcas parecem atacar especificamente os lábios, a língua e a cauda das baleias cinzentas.



Baleia com Dentes

Baleia-Piloto



A Baleia-piloto-de-aleta-curta, com o nome científico de Globicephala macrorhynchus é uma das duas espécies de mamíferos marinhos oceânicas conhecida como baleias piloto ou Blackfish. As outras espécies de baleia piloto são chamadas de baleia-piloto de longa barbatana. A diferença entre as duas espécies é, como seus próprios nomes deixam claro, o comprimento de suas nadadeiras peitorais. Claro que existem outras diferenças, mas fisicamente é a diferença mais visível entre as duas espécies.
As Baleias-piloto-de-aleta-curta são encontradas em águas oceânicas profundas, onde se alimentam de lulas. Elas são capazes de mergulhar em profundidades de até 600 metros para encontrar suas presas. Às vezes, se alimentam perto da costa e são frequentemente encontradas encalhadas nas vagens.


Baleia-Bicuda-de-Cuvier

A baleia-bicuda-de-cuvier (Ziphius cavirostris) é um cetáceo da família Ziphiidae, encontrado em águas tropicais e temperadas de todos os oceanos.


Cachalote



O cachalote (Physeter catodon dos termos gregos physao (soprar) e cata (base) + odon (dente), também Physeter macrocephalus) é a maior das baleias com dentes bem como o maior animal com dentes actualmente existente, medindo até 18 metros de comprimento. Esta baleia tem como característica distintiva o facto de possuir na cabeça uma substância cerosa de cor leitosa, o espermacete. A enorme cabeça e a forma distintiva do cachalote, bem como o seu papel na obra Moby Dickde Herman Melville, levaram muitos a descreverem o cachalote como o arquétipo de baleia por excelência. O cachalote foi caçado nas águas dos arquipélagos portugueses da Madeira e Açores até 1981 e 1984 respectivamente.



Falsa-Orca



A falsa-orca (Pseudorca crassidens) ou Roaz-negro é uma espécie de cetáceo da família Delphinidae, sendo uma das maiores espécies dessa família. É encontrada nas águas tropicais e temperados de todo o mundo.


Orca



A orca (Orcinus orca) (popularmente conhecida como baleia-assassina) é o membro de maior porte da família Delphinidae (ordem dos cetáceos) e um predador versátil, podendo comer peixes, moluscos, aves, tartarugas, ainda que, caçando em grupo, consigam capturar presas de tamanho maior, incluindo morsas e baleias. O nome baleia assassina provém da tradução direta do inglês "killer whale" e, mesmo sendo incorreto, tornou-se popular, especialmente entre os leigos. É um predador carnívoro, sendo considerada como um animal de topo na cadeia alimentar. Pode chegar a pesar nove toneladas. É o segundo mamífero de maior área de distribuição geográfica (logo a seguir ao homem), podendo encontrar-se em qualquer um dos oceanos.
Têm uma vida social complexa, baseada na formação e manutenção de grupos familiares extensos. Comunicam-se através de sons e costumam viajar em formações que assomam ocasionalmente à superfície. A primeira descrição da espécie foi feita por Plínio, o Velho que já a descrevia como um monstro marítimo feroz. Até hoje só houve quatro casos de ataques fatais a seres humanos: um ocorreu na Malásia em 1928 quando um grupo de quatro orcas foi atacado por um pescador. Os animais, para defenderem-se, revidaram e atacaram o barco e o homem, que foi morto; o outro caso ocorreu em 1991, quando um treinador do Sealand of the Pacific no Canadá, foi puxada para o fundo do tanque onde estavam 3 exemplares de orcas, e morreu por afogamento. Em 1999, um dos três animais, um macho de nome Tillikum se envolveu em outro incidente, no Parque Sea World, em Orlando, Flórida, quando autoridades acharam o corpo de um homem afogado em seu tanque (não se sabe o que ocorreu, mas a suspeita é de que o homem - um turista - pulou intencionalmente no tanque, e não foi capaz de sair, apesar de haver marcas de ataque em seu corpo). E o quarto, e mais recente incidente envolveu também o macho Tillikum, no dia 24 de Fevereiro de 2010, também no SeaWorld, quando a treinadora Dawn Brancheau foi puxada para o fundo do tanque, ao fim de uma apresentação. Outros casos de incidentes ocorreram envolvendo orcas e seus treinadores, mas nenhum outro caso de morte foi relatado além dos já citados. Não há nenhum registro na história sobre ataques de orcas a seres humanos em alto mar.


Narval



O narval é um cetáceo de grande porte, com 4 a 5 metros de comprimento e cerca de 1,5 toneladas de peso. Tem uma coloração branca e cinza marmórea e é desprovido de barbatana dorsal. O dimorfismo sexual na espécie é bastante pronunciado e manifesta-se no dente incisivo superior esquerdo dos machos, que se encontra enrolado em espiral e que se projeta como um chifre. Este dente é feito de marfim e pode atingir até 3 metros de comprimento, quase de metade do comprimento do animal. A presa do macho do narval é fonte de marfim de valor comercial e constitui um atrativo à caça da espécie. Cerca de um macho em 500 tem duas presas em vez de uma.
Uma equipe da Universidade de Harvard e do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA descobriu que a presa forma um órgão sensorial de tamanho e sensibilidade excepcionais, tornando o apêndice um dos mais notáveis do planeta.
A descoberta aconteceu quando a equipe passou o material da presa num microscópio eletrônico e descobriu novas sutilezas da anatomia dentária do narval.
Os close-ups mostraram que 10 milhões de terminações nervosas saem do centro da presa em direção à sua superfície, em contato com o mundo exterior. Os cientistas dizem que os nervos são capazes de detectar mudanças sutis de temperatura, pressão, gradientes de partículas e provavelmente muito mais, dando ao animal uma percepção única.
Como eles têm o costume de erguer as presas no ar, os cientistas imaginam que elas poderiam servir como estações meteorológicas sofisticadas, permitindo que os bichos farejem mudanças de temperatura e pressão ligadas à chegada de frentes frias e ao congelamento de canais em meio ao gelo.
Os narvais vivem em pequenos grupos familiares de cerca de 5 a 10 indivíduos, que se reúnem em bandos maiores em zonas costeiras na época do Verão. Nestas alturas estabelece-se uma hierarquização social entre machos, através de lutas que envolvem a presa. Estes animais alimentam-se de bacalhau e outros peixes de águas frias, bem como de cefalópodes. O narval nada com freqüência até grandes profundidades em mergulhos que duram até cerca de 15 minutos. A maior profundidade registrada foi de 1164 metros e mergulhos até mil metros são comuns.
A população atual da espécie está estimada em cerca de 50 000 indivíduos.



Beluga


A baleia-branca ou beluga (Delphinapterus leucas) é um mamífero cetáceo da família Monodontidae. O seu parente mais próximo no grupo dos cetáceos é o narval. A baleia branca habita as águas frias em torno do círculo polar ártico.
São caçadores oportunistas, e comem uma grande variedade de peixes, lulas, crustáceos e polvos.
A baleia-branca é um animal gregário que mede até 5 metros de comprimento e pesa até 1,5 toneladas. Tem entre 8 a 10 dentes em cada maxilar.
Esse belo exemplar de animal é capaz de conviver com humanos e mesmo assimilar seus hábitos se adotado ainda filhote.



Baleia-Bico-de-Garrafa



Tem dentes, atinge 10 metros de comprimento e pesa mais de 8 toneladas. Consegue permanecer debaixo d’água durante cerca de duas horas.


Golfinho-de-Commerson

O golfinho-de-commerson (Cephalorhynchus commersonii) é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado nas águas fria do Golfo de São Matias, Argentina ao lado chileno do estreito de Magalhães e nas ilhas Shetland do Sul, Geórgia do Sul,Falklands e Kerguelen.


Golfinho-Chileno

O golfinho-chileno (Cephalorhynchus eutropia), ou golfinho-negro-do-chile, é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado nas águas costeiras chilenas de Valparaíso a ilha Navarino e Terra do Fogo.


Golfinho-de-Heaviside

O golfinho-de-heaviside (Cephalorhynchus heavisidii) é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado águas costeiras do sul da África, da África do Sul (Cape Town) ao Namíbia e talvez no sul de Angola.


Golfinho-de-Hector

O golfinho-de-hector (Cephalorhynchus hectori) é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado nas águas costeiras da Nova Zelândia.


Golfinho-de-Dentes-Rugosos


Golfinho-de-dentes-rugosos (Steno bredanensis) é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado em águas tropicais e temperadas de todos os oceanos.


Golfinho-Corcunda-do-Indopacífico

O golfinho-corcunda-indopacífico (Sousa chinensis) é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado no oceano Índico e sudoeste do Pacífico, principalmente em águas costeiras.




Boto-Cinza

O boto-cinza (Sotalia spp) é um boto da família dos delfinídeos. Também conhecido como tucuxi ou boto-cinza-marinho, eles têm o hábito de viver em grupos e são muito sociáveis. Como todos os cetáceos, têm de respirar periodicamente e podem permanecer submersos por longos períodos. Possuem um biossonar que lhes permite localizar objetos e se orientar, utilizando o som e o eco. Geralmente, seus dentes são todos iguais e existe apenas uma dentição. A maioria se alimenta de peixes e lulas e, ocasionalmente, de crustáceos.
As fêmeas dão à luz apenas um filhote após um ano de gestação, durante o trabalho de parto, é comum a mãe ser ajudada por outros membros do grupo. O período de amamentação dura sete meses em média. Os Botos Cinzas são ótimos nadadores, atingindo velocidades de até 60 km/h e saltam até 5 m acima da água. Podem viver até 80 anos. Utilizam a técnica de pesca em grupo, que facilita o cerco dos peixes. Seu tato é bastante desenvolvido e ocorrem muitos toques entre os botos que, segundo pesquisas, pode ser um tipo de comunicação. Sua principal ameaça são as redes de pesca onde, por acidente, acabam ficando presos e morrendo afogados. Desde 1986, é proibido pesca, caça, perseguição ou captura de cetáceos nas águas brasileiras.



Golfinho-Comum



O golfinho-comum, golfinho-nariz-de-garrafa, golfinho-roaz ou roaz-corvineiro (Tursiops truncatus) é talvez a mais famosa e conhecida espécie de golfinho no mundo inteiro. Não somente por ser a espécie do famoso golfinho da série de televisãoFlipper, mas também em função de sua distribuição ao longo de águas costeiras e oceânicas em todos os mares do planeta com exceção dos mares polares. Desde 1920 passou a ser capturada para estudos e shows em cativeiros, e é a espécie mais comum nos parques temáticos. No Brasil, distribui-se em águas próximas à costa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a partir de onde pode ser encontrada em águas mais afastadas da costa até o nordeste. Os maiores golfinhos-nariz-de-garrafa do mundo estão no Brasil, na Lagoa dos Patos, onde podem alcançar 4 metros de comprimento. Em Portugal, é comum avistar-se roazes-corvineiros nas águas do Rio Sado, ao largo de Setúbal.
O golfinho-nariz-de-garrafa possui o corpo robusto, a cabeça robusta e o bico curto, largo e nitidamente distinto da cabeça. A sua nadadeira dorsal é alta e falcada. Nascido para deslizar os golfinhos-nariz-de-garrafa possuem corpos hidrodinâmicos, em forma de torpedo, que lhes permitem deslizar rapidamente através das águas do oceano. A sua gama de cores vai desde creme a cinza ou mesma preta. Geralmente, a barriga é mais clara que o dorso. As comunicaçõe são efetuadas por meio de uma gama de sons emitidos a partir da bolsa nasal localizada na testa. Dentes fortes os golfinhos agarram o peixe com seu 18-27 pares de pequenos dentes cônicos, em ambas as mandibulas. As marcas especiais na pele ajudam os golfinhos a camuflarem-se de potenciais predadores. A cauda tem dois remos, denominados lobos, que o impulsionam através da água.


Golfinho-Pintado-Pantropical

O golfinho-pintado-pantropical (Stenella attenuata) é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado em águas temperadas e tropicais de todos os oceanos.



Golfinho-Pintado-do-Atlântico

O golfinho-pintado-do-atlântico (Stenella frontalis) é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado nas águas temperadas e tropicais do oceano Atlântico.


Golfinho-Rotador

O Golfinho-rotador (Stenella longirostris), ou golfinho-fiandeiro-de-bico-comprido, é um golfinho oceânico, encontrado especialmente em águas tropicais e subtropicais. A espécie possui um bico longo e fino, com a porção distal preta. Seu dorso é mais escuro que seu ventre. Esses animais executam saltos em forma de pirueta, girando várias vezes em torno do eixo do corpo antes de retornar à água, razão do nome popular. Os Golfinhos Rotadores atingem em média 1,90 m. de comprimento. Sua grande agilidade deriva, em parte, de seu formato hidrodinâmico e de uma pele oleosa que reduz drasticamente o atrito com a água. Isso permite que os golfinhos alcançem a velocidade necessária para realizarem seus saltos e piruetas.



Golfinho-Clímene


O golfinho-clímene (Stenella clymene), ou golfinho-fiandeiro-de-bico-curto, é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado em águas tropicais e temperadas do oceano Atlântico.



Golfinho-Riscado


O golfinho-riscado (Stenella coeruleoalba), também chamado de golfinho-listrado, tem como característica uma faixa negra que corre pelos flancos desde os olhos até o seu ânus, e também por uma mancha clara, cuja forma se aproxima da uma pincelada, que corre do olho para a barbatana dorsal, que o tornam fácil de distinguir.É uma espécie de golfinho gregário encontrado nas zonas subtropicais, tropicais e temperadas quentes de todos os oceanos. Essa espécie possui dorso escuro e barriga branca ou rosada, delimitada por uma listra preta longitudinal.
A população do Mar Mediterrâneo está em risco devido a poluição, doenças, e captura acidental em redes de pesca. O Japão detem um quota que permite a caça de 1000 exemplares por ano.



Golfinho-de-Bico-Branco


O golfinho-de-bico-branco (Lagenorhynchus albirostris) é um mamífero marinho pertencente à família dos golfinhos (Delphinidae), subordem dos Odontoceti ou baleias dentadas. É um dos maiores golfinhos, tendo cerca de 1,1 a 1,2 m de comprimentoao nascer, crescendo até atingir por volta de 3 m, em média, na idade adulta. O golfinho-de-bico-branco é caracterizado por seu bico curto e espesso, assumindo uma cor branco-creme e uma nadadeira dorsal bastante falciforme.
O golfinho-de-bico-branco é distribuído ao norte do Oceano Atlântico e é encontrado em bandos no cabo Cod, na entrada do rio São Lourenço e ao sudoeste da Groenlândia, perto da Islândia, e entre o noroeste da França até Svalbard. Os golfinhos-de-bico-branco não se adaptaram muito bem às condições árticas como as belugas ou os narvais.
Podem ser facilmente confundidos com os golfinhos-de-laterais-brancas-do-atlântico (Lagenorhynchus acutus), apesar de os golfinhos-de-bico-branco serem comumente encontrados mais ao norte. Também são mais largos e não possuem listras amarelas dos lados.
Sua população, padrões de comportamento e expectativa de vida são desconhecidas, embora a maioria das fontes estimem várias centenas de milhares de indivíduos, mais densamente povoados ao leste do que ao oeste do Atlântico Norte.
São animais acrobatas e sociais. Com freqüência, pegam carona na rabeira das ondas formadas por navios em alta velocidade, e saltam por sobre a superfície do mar. São socializáveis, vistos freqüentemente alimentando-se junto com as orcas, baleias-fin e jubarte, bem como também com outras espécies de golfinhos.




Golfinho-de-Laterais-Brancas-do-Pacífico

O golfinho-de-laterais-brancas-do-pacífico (Lagenorhynchus obliquidens) é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado nas águas temperadas frias do Pacífico Norte.


Golfinho-Crepúsculo

O golfinho-do-crepúsculo (Lagenorhynchus obscurus), ou golfinho-cinzento, é um cetáceo da família dos delfinídeos, encontrado nas águas temperadas frias continentais da América do Sul, África do Sul, Austrália, Nova Zelândia e ilhas Kerguelen.



Golfinho-do-Sul

O golfinho-do-sul (Lagenorhynchus australis), ou golfinho-de-peale, é um cetáceo da família dos delfinídeos encontrado nas águas frias do sul da América do Sul, de Valparaíso, no Chile, a Commodoro Rivadavia, Argentina, e nas ilhas Falkland.


Golfinho-Liso-do-Norte


O Golfinho-liso-do-norte (Lissodelphis borealis) é um golfino do género Lissodelphis. Só é encontrado no Oceano Pacífico norte, entre as latitudes 35º N e 51º N.
Habitam a plataforma continental e águas mais profundas em que a temperatura varie entre os 8 e 24 °C. Aproximam-se da costa apenas em zonas onde existam águas profundas próximo da costa.
Os adultos têm comprimento corporal entre os 2 e os 3 metros, pesando entre 60 e 100 kg. Alimentam-se de peixes e lulas.


Golfinho-de-Risso


O golfinho-de-risso (Grampus griseus) é um cetáceo da família dos delfinídeos presente em todos os oceanos, exceto nos polos.




Golfinho-Cabeça-de-Melão

O Golfinho-cabeça-de-melão (Peponocephala electra) é um mamífero cetáceo, da família dos delfinídeos, que é encontrado em águas tropicais e subtropicais de todo o mundo. Essa espécie possui focinho arredondado, sem bico definido e corpo negro com manchas no ventre e ao redor da boca.



Vaquita


A vaquita (Phocoena sinus) é um cetáceoa da família Phocoenidae encontrado nas águas do norte do golfo da Califórnia. É também conhecido como marsuíno-do-golfo-da-califórnia, toninha-do-golfo, boto-do-pacífico e cochito.



Boto-de-Dall

O boto-de-dall (Phocoenoides dalli), ou marsopa, é um cetáceo da família Phocoenidae, encontrado nas águas temperadas frias do Pacífico Norte.


Boto-Cor-de-Rosa


O boto-vermelho ou boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) é um golfinho fluvial presente nas bacias dos rios Amazonas e Orinoco, pertencente à família dos iniídeos, e ao gênero Inia. Partilha parte da área de ocorrência com o tucuxi (Sotalia fluvitialis), que não é um golfinho estritamente fluvial, entretanto pode ser diferenciado facilmente pelo tamanho e pela coloração característica. Também é conhecido pelos nomes de boto-branco, boto-vermelho (português); Amazon river dolphin, boto, pink river dolphin (inglês); dauphin de L'Amazone, inia (francês); e bufeo (espanhol).






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